Sydney Opera House

Sydney Opera House

Melbourne Highlights III



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Shrine of Remembrance

Os Australianos têm um respeito e carinho especial pelos seus mortos e veteranos de guerra, e em todas as principais cidades há monumentos que os representam.
O Shrine of Remembrance em Melbourne foi construído em homenagem aos Australianos do estado de Victoria que combateram na 1ª Guerra Mundial, e hoje é um memorial de todos os Australianos que estiveram na guerra.



O edifício é enorme e tem uma série de espaços envolventes e jardins que o complementam.
O espaço por baixo do santuário é uma espécie de museu de guerra, com uma exposição de fardas militares, armas, objectos pessoais e documentação que retratam as experiências dos Australianos na guerra e em operações humanitárias.
O museu tem uma colecção enorme e está muito bem organizado, documentando toda a história por ordem cronológica até aos dias de hoje. Depois há secções com vídeos e ecrãs interactivos, além dos voluntários sempre prontos a ajudar a perceber a história do local e da exposição.

Saímos com uma melhor noção do espírito de camaradagem e de sacrifício de quem viveu a experiência da guerra, e da dimensão das perdas que ocorreram.

Interior do Shrine
No interior do Santuário, há ao longo do dia uma cerimónia que se repete. Um feixe de luz desce do topo do edifício e percorre uma frase gravada na pedra que se encontra no centro - Greater Love Hath no Man (Ninguém amou mais do que estes Homens).
Os visitantes reunem-se em silêncio ao redor da pedra e no final da cerimónia repetem as palavras - We will remember them (Vamos lembrá-los). Uma cerimónia tão simples mas com tanto significado. Arrepiante.

Do topo do edifício tem-se uma vista a 360º para os espaços e jardins envolventes, e uma vista privilegiada da cidade.

Vista do topo, a Eternal Flame e o pátio central, palco de várias cerimónias ao longo do ano
É um sítio muito bonito, bem cuidado e emocionante. Uma óptima forma de lembrar e homenagear aqueles que lutaram e os que perderam a vida pelo país.
Sem dúvida um local que vale a pena visitar.

Melbourne Highlights II



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A cidade

Passámos 3 dias em Melbourne e no geral gostámos muita da cidade. Tem muitas das coisas que nos faltam em Sydney: muitas tasquinhas e restaurantes com esplanadas, cafezinhos abertos até tarde, e claro, a H&M :)

O CBD não é muito diferente de Sydney, com a azáfama dos escritórios, o trânsito e o estacionamento a preços exorbitantes. Mas depois há o rio Yarra ao longo da baixa que separa as duas margens, e nos fez lembrar Brisbane.


Há bicicletas destas espalhadas por toda a cidade, conceito que ainda não chegou a Sydney. São gratuitas nos primeiros 45 minutos e até incluem o capacete obrigatório.

Yarra River
Docklands, uma zona de bares e restaurantes, como as Docas em Lisboa
Adorámos andar no City Circle Tram, o eléctrico antigo gratuito que faz o percurso turístico à volta do centro. Muito prático para quem anda a passear, ainda mais porque vai anunciando as paragens com uma breve descrição de cada local.

Imagem daqui
O Victoria Market é paragem obrigatória. Muito diferente do Paddy's Market de Sydney que é muito mais turístico, este é uma confusão de pessoas com carrinhos na azáfama das compras. A zona da comida tem de tudo, carne, peixe, queijos e enchidos, especiarias, petiscos...uma perdição! E a zona das frutas e legumes também muito apetecível, era tudo tão barato!

Victoria Market
A Federation Square é sem dúvida o centro da cidade. Mesmo junto a uma das principais estações do centro, a Flinders Station, é um ponto de referência e imagino que seja um ponto de encontro habitual.

Federation Square | Imagem daqui
Federation Square | Imagem daqui
Ainda passámos pelo Eureka Building, o edifício mais alto de Melbourne com 91 andares. No 88º andar, os mais destemidos podem ver a cidade de um ângulo diferente, num cubo de vidro que sai 3 metros para fora do edifício a 300 metros de altura. Só para quem não tem vertigens...

O Eureka Building
Eureka Building | Imagem daqui

Melbourne Highlights I



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A viagem

Decidido o destino das mini-férias de Natal, reservámos carro e hotel, pegámos nas malas e fizemo-nos à estrada. São "só" 880 Km pelo caminho mais curto de Sydney a Melbourne, mas com 4 condutores achámos que dava para experimentar e assim evitar a despesa das passagens aéreas naquela altura do ano.


Como 9 horas em viagem não nos pareceram suficientes, ainda fizemos um desvio para passar por Canberra e visitar o Parlamento (o edifício mais feio e frio que já vi por estas bandas).

Fachada do Parlamento, Canberra - Imagem daqui


Depois de Canberra e do almoço, seguimos novamente pela Hume Highway e já não houve grandes paragens até ao destino, tirando as pausas para esticar as pernas, encher o depósito e trocar de condutor.

A viagem pela Hume Highway (pelo interior) não tem muito para ver. Quer dizer, quem não vai a conduzir sempre se entretem a procurar os cangurus na paisagem (assim como quem passa pelo Alentejo e vê as vacas a pastar). Vimos muitos pelo caminho, infelizmente muitos também na estrada e por isso íamos sempre atentos.
Mas de resto, são só terriolas do interior onde não se passa nada. Para lá, depois de Canberra seguimos sem muitas paragens, mas na viagem de regresso a Sydney já viemos com mais calma e fomos parando nas terrinhas principais.

É estranho o facto de não haver grandes estações de serviço na auto-estrada. Quando precisávamos de abastecer tínhamos que apanhar uma das saídas e procurar a bomba de gasolina da terriola. E depois foi engraçado ver que nos vários pontos de paragem há sempre uma "atracção" qualquer.



Holbrook - Um submarino no meio do nada.


Gundagai - The dog on the tucker box
Uma estátua inspirada numa lenda sobre um cão que ficou a guardar a lancheira e os pertences do dono enquanto ele foi procurar ajuda para passar o rio. O homem nunca voltou mas o cão continuou a guardar a lancheira até à morte.

Tínhamos lido sobre este local e íamos entusiasmados para ver a tal estátua mas ficámos surpreendidos pelo tamanho. É tão pequenina!


Goulburn - The big Merino
Para compensar o tamanhito do cão da estátua anterior, este carneiro era gigante!
Foi construido naquele local como símbolo da insdústria de lã do distrito. Tem 15 metros de altura e pesa 97 toneladas!

Ainda durante a viagem, apanhámos uns cartazes a anunciar "free coffee". Parámos para esticar as pernas e encontrámos uma carrinha da Protecção Civil a oferecer café e bolachas aos condutores, numa campanha para combater a fadiga na estrada. Simpático, não?

Mais sobre Melbourne no próximo post :)

Christmas in Melbourne



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Até parece mentira que já passámos 4 Natais na Austrália! O Natal aqui é diferente e tem as suas vantagens mas não vou negar que não tem comparação com um Natal em família e mesmo passados quase 4 anos, ainda é uma época que nos deixa um bocadinho nostálgicos.
Este ano resolvemos tirar essa semana para ir passear entre amigos e o destino escolhido foi Melbourne. Assim deu para vermos como é o Natal noutra cidade da Austrália.

No dia 24 de Dezembro fomos ver as decorações e luzes de Natal na cidade.

Flinders Street Station - Imagem daqui
Christmas Square - Imagem daqui
Christmas Square - Imagem daqui
Mistletoe Bridge
Melbourne tem uma série de pontes a unir as duas margens do Yarra River, que acompanha toda a parte sul da baixa da cidade.
No Natal, uma das pontes para peões transformou-se na Mistletoe Bridge. Esta ponte tem um raminho de azevinho pendurado no arco para a tradição do beijinho "under the mistletoe". Pareceu um bocadinho parvo, mas pelo sim pelo não, demos um beijinho quando passámos lá por baixo.

Town Hall by day
Town Hall by night
Town Hall by night
As projecções em Town Hall, tal como em Sydney, são uma das principais atracções desta época. Mas a localização deste edifício não é a ideal para a multidão que se junta a assistir. É que fica mesmo na esquina de um cruzamento movimentado onde passa o eléctrico, por isso não se podia desviar o trânsito e estava tanta gente que havia "coordenadores de multidões" a gritar para as pessoas andarem, sempre que alguém parava no passeio para tirar uma foto em vez de atravessar logo a estrada. Achei um bocadinho irritante o facto de não podermos parar por muito tempo para ver o espectáculo com calma, mas se calhar a confusão também foi por termos ido fazer o passeio nocturno no dia 24...

Carols by Candlelight - Imagem daqui
Carols by Candlelight at Federation Square - Imagem daqui
Na Federation Square, um dos pontos de referência da cidade, passava nessa noite a transmissão em directo dos Carols by Candlelight, um grande concerto de Natal como o Carols in the Domain de Sydney.

Almoço de Natal
No dia 25 levantámo-nos cedo para os telefonemas e sessões de skype com a família. Depois fizemo-nos à estrada para um dia de passeio pela Great Ocean Road.
Mas não deixámos de comemorar o dia e parámos para um almoço de Natal alternativo, em modo pic-nic. Mais simples do que o tradicional banquete, mas com um gostinho especial por estarmos junto à praia e na companhia de bons amigos.

Christmas in Sydney



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Quando morávamos em Portugal, os primeiros fins de semana de Dezembro marcavam o início das nossas tradições de Natal: montar a árvore, dar um passeio pela baixa da cidade para ver as luzes e ir deitar moedas ao presépio dos bombeiros.

Por cá o Natal é um bocadinho diferente e as nossas tradições também. Para já é Verão e apesar de nem sempre estar sempre sol, há sempre calor, o que ainda é uma coisa que me custa associar a esta época do ano, apesar de este já ser o 4º(!) Natal que passamos cá. Depois não há presépios dos bombeiros nem as iluminações tradicionais em todas as ruas.

As novas tradições natalícias começam por comprar os presentes para a família e pô-los no correio no início de Dezembro. Depois, nos fins de semana até ao Natal, vamos fazendo os passeios para ver as coisas giras que há por aqui nesta altura:

Montras animadas do David Jones - O David Jones é uma das maiores e mais conhecidas lojas por aqui. Em Dezembro, as montras da loja da cidade têm cenários diferentes com marionetas animadas e músicas de Natal, que fazem as delícias de miúdos e graúdos.


QVB Swarovski Christmas Tree - No interior do Queen Victoria Building, há uma árvore de Natal enorme que se estende pelos 3 andares do edifício, decorada com 144,000 cristais Swarovski e 60,000 luzes.

Imagem daqui
Lights of Christmas - Um espectáculo de luz, cor e música, com animações digitais a cobrir a fachada principal da Catedral de St Mary. Este ano fomos logo ao final da tarde para apanhar o início do espectáculo com o coro de músicas de Natal na escadaria da igreja. Esta é a minha tradição preferida do Natal em Sydney!


Projecções em Town Hall - A fachada principal do edifício na George St é iluminada com cores vivas. Mais simples do que o de St Mary, mas ainda assim, um ponto de paragem obrigatório nas visitas nocturnas à cidade nesta época.

Imagem daqui
Lego Christmas Tree - Esta foi a novidade deste ano: uma árvore de Natal toda feita de Lego! Diz que levou meio milhão de peças de Lego, 5 pessoas e 1200 horas para a construir! Está na entrada do Westfield da Pitt Street. Muito giro!


Árvore de Natal de Martin Place - A tradicional árvore de Natal gigante. Este ano, tal como no último, a árvore tinha uma fita de leds interactiva onde passam mensagens que as pessoas enviam por sms.

Árvore de Natal em Martin Place (imagem daqui)
Carols in the Domain - O maior concerto de Natal que já vi! Bem, na verdade só o vi na televisão (dão a transmissão em directo) porque aquilo é um bocadinho confusão a mais, mas gosto das versões mais pequenas destes concertos de Natal, como o de Coogee onde íamos sempre quando morávamos naquela zona.

Imagem daqui
Darling Harbour Fireworks - Não é que os fogos de artifício em Darling Harbour sejam uma novidade, costuma haver fogos quase sempre ao fim de semana ao longo do ano (viva o luxo!), mas no Natal são ainda mais especiais.

Fogo de artifício em Darling Harbour (imagem daqui)
Por acaso este ano a semana do Natal até nem foi passada em Sydney, mas esse post fica para o ano. Venha 2015!

O dia em que Sydney parou



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Era apenas uma segunda feira normal, o centro da cidade com a habitual azáfama da manhã, muita gente na rua a caminho do trabalho ou das lojas. Em Martin Place, uma das zonas mais movimentadas do CBD era um dia normal para o staff e clientes do Lindt Cafe.
Até que, às 9:45 de uma segunda-feira normal, um indivíduo armado entra no café e inicia o que seria um dos dias mais longos e terríveis para quem lá estava, e de angústia para todo o país. Staff e clientes tornam-se reféns. 17 pessoas.

Uma bandeira islâmica aparece na janela. Fala-se em terrorismo e instala-se o pânico.
Na tv passam imagens em directo do local, muita especulação entre os jornalistas e comentadores, aparecem pacotes suspeitos em vários locais da cidade e possíveis ameaças de bomba.
A força policial cerca o local rapidamente, evacua-se grande parte do centro da cidade, os edifícios mais perto em lock-down até haver condições de deixar sair as pessoas em segurança.

Imagem daqui
Imagem daqui
O sequestro durou mais de 16 horas e infelizmente teve um final trágico. Além do criminoso, 2 inocentes perderam a vida naquela madrugada.
Ainda não se sabe ao certo o que motivou este ataque, já não se fala em terrorismo mas antes num acto isolado. Sabe-se agora que o autor do sequestro já tinha sido condenado por outros crimes na Austrália, era claramente um indivíduo perturbado e violento.

No dia seguinte, uma cidade ainda em choque tenta voltar à normalidade. Martin Place encheu-se de flores como forma de homenagem e respeito pelas vítimas.

Imagem daqui
Infelizmente ainda há muito preconceito e ignorância na Austrália (ainda que em minoria) e temem-se represálias contra a comunidade muçulmana após este incidente. No meio da tragédia surgiu uma campanha de solidariedade para com quem possa sentir-se intimidado devido às suas crenças religiosas no rescaldo da situação.
O hashtag #illridewithyou tornou-se viral, quando vários Australianos se ofereceram para acompanhar muçulmanos que tenham receio de andar nos transportes públicos sozinhos, e mostra que coisas boas podem surgir de situações horríveis.
Afinal a Austrália é um país de muitas culturas que na grande maioria se respeitam e vivem lado a lado de forma pacífica.

8 ou 80



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Uma das coisas que mais confusão nos fez quando viemos para cá foi a diferença nos horários das lojas e serviços. As lojas em geral fecham às 17h, alguns centros comerciais esticam até às 18h ou 19h e as 5ªs são Shopping Night,  o único dia onde se consegue ir a uma loja até às 21h (é a loucura!).

Lembro-me por exemplo daquela vez em que fomos ao cinema a seguir ao jantar e nos deparámos com um centro comercial deserto, sem um único sítio aberto para fazer tempo até à hora do filme. Nem sequer um café aberto! Aliás, os cafés em geral também fecham a meio da tarde, o que impossibilita aquela coisa de se combinar um cafezinho a seguir ao jantar. Aqui combina-se copos no pub, não há cafezinhos para ninguém!

Outra vez batemos com o nariz na porta do supermercado aqui da zona, um dia que fomos ao fim da tarde. Era Domingo e tinham fechado às 16h. Tivemos que ir ao da concorrência que fechava às 19h. Nunca mais deixámos as compras de Domingo para a última hora...

Com o tempo e as mudanças nas nossas rotinas habituámo-nos, até porque os dias aqui começam bem cedo e realmente não sobra muito tempo para sair durante a semana.

Mas depois vem o Natal e as lojas têm autorização para estarem abertas 24 horas. Vi ontem no telejornal que há centros comerciais que vão estar a funcionar em pleno vinte e quatro horas por dia até ao Natal. Sim, porque deve haver muita gente a ir comprar os presentes às 3 da manhã!
Ele há com cada uma...
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