Sydney Opera House

Sydney Opera House

Kung Hei Fat Choy!



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…que é como quem diz Feliz Ano Novo!

Pois que a malta aqui não perde uma oportunidade de celebrar qualquer coisa. O que importa se o nosso ano novo já começou há quase 2 meses, se para os Chineses o ano lunar começa agora, então vamos lá comemorar outra vez!
Esta é uma data a que já nos habituámos nestes anos "down under”. As celebrações duram uma semana e em Sydney há mercadinhos com comida de rua, exposições alusivas ao tema, workshops e espectáculos para todos os gostos.
Este ano passaram por cá os Lanterns of the Terracotta Warriors, uma instalação criada por um artista chinês para os Jogos Olímpicos de Beijing em 2008 e que tem corrido vários pontos do mundo desde então.

Imagem daqui
Imagem daqui

Os chineses dizem que dá boa sorte cortar o cabelo, comprar roupa nova e redecorar a casa nesta altura do ano. É uma espécie de recomeço todos os anos. Por coincidência, ambos cortámos o cabelo nessa semana. Pode ser que seja um bom augúrio!

O ponto alto é o desfile de Domingo, com carros alegóricos decorados com representações do animal do ano que se inicia, os tradicionais dragões chineses, grupos vestidos com fatos tradicionais, música, luz, animação e claro, fogo de artifício.









Portanto, feliz ano do carneiro! Ou seria da cabra? Hmm...por cá tanto vimos "Year of the Sheep" como "Year of the Goat" e ficámos na dúvida se um deles teria sido engano na tradução ou se para os Chineses ia dar tudo ao mesmo... Anyway, feliz ano novo!

O mês do amor



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Happy Valentine's Day!

Uma das coisas boas de se morar em Sydney é que há sempre qualquer coisa a acontecer. Então agora no Verão, a oferta é sempre variada. Além dos festivais de Verão, concertos e espectáculos, temos cinemas outdoor para todos os gostos: O Moonlight Cinema no Centennial Park (o maior e mais barato, tipo pic-nic na relva); o Open Air Cinema em Bondi Beach (o mais badalado, para o qual se tem que comprar bilhetes com muita antecedência); o St. George Open Air Cinema junto aos Botanic Gardens (mais caro e com muita procura também, mas numa localização maravilhosa).

Mas depois há também uma série de programas gratuitos, perfeitos para aqueles fins-de-semana em que o tempo não está para praia.
Há sempre qualquer coisa a acontecer em Darling Harbour, sejam festivais culturais, concertos ou espectáculos de rua, para não falar do fogo de artifício todos os sábados. Fevereiro é "o mês do amor" e há todo um programa à volta desse tema.


O fim de semana passado fomos espreitar e ficámos agradavelmente surpreendidos. Tem um cinema ao ar livre gratuito, que apesar de ser pequeno não estava cheio. De 7 de Fevereiro a 7 de Março há filmes todas as noites e a selecção varia entre os filmes antigos e os mais recentes, mas todos dentro do género romântico. Nós apanhámos o "Splash", com o Tom Hanks. Boas recordações da minha infância.

Foto daqui


A meio do filme há um intervalo para o fogo de artifício em forma de corações às 21h. Oohhh...que romântico!

Foto daqui
Há corações por todo o lado, passeios românticos de barco a remo e uma série de actividades "fofinhas". Ahhhh...o amor...



Quem acha isto tudo uma lamechice tem bom remédio. É que as celebrações do Ano Novo Chinês estão agora a começar e há todo um programa à volta dessa temática. Gotta love Sydney!



4 anos (!) de Austrália



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11 de Fevereiro de 2011

Chegámos a Sydney às 6 da manhã. Estava calor, muito calor, e nós vínhamos vestidos à Outono. Eu até trazia umas botas nos pés! Coisa de amadora nisto das grandes viagens, que achou que era boa ideia levar os sapatos mais volumosos calçados para poupar espaço na mala e se esqueceu que o ideal era estar confortável na viagem e preparada para a mudança de temperatura na chegada.
Estava um dia cinzento e lembro-me perfeitamente de fazermos o caminho de carro até à casa dos tios do N. e de achar tudo tão estranho. As casas antigas nas zonas residenciais, ruas que me pareciam todas iguais, tudo tão diferente do que tinha imaginado.
Parece que foi ontem e ainda me custa a acreditar que já passaram 4 anos!

Nem sempre foi fácil. Têm sido anos emocionantes e cheios de conquistas, mas também houve algumas lágrimas em momentos difíceis. A nossa relação foi posta à prova, que isto de mudar de país e de rotinas também afecta a vida de casal, mas juntos superámos os desafios que foram aparecendo, crescemos os dois e tornámo-nos ainda mais cúmplices.
O balanço destes 4 anos é muito positivo. Apesar das saudades, que estão sempre presentes, estamos adaptados ao país e à nossa vida aqui. Ainda pensamos em voltar, porque há coisas que são insubstituíveis e a família faz-nos muita falta, mas enquanto não chega a altura certa, estamos bem aqui e gratos pelas oportunidades que a Austrália nos proporcionou. Vamos ver o que os próximos 4 nos reservam :)

Melbourne Highlights VI



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St Kilda e os Pinguins

Tínhamos ouvido falar da experiência de ver os pinguins a chegar ao pôr-do-sol na Phillip Island, mas ir para a ilha só fazia sentido se lá fossemos passar o dia e nós não tínhamos muito tempo.
Mas enquanto planeávamos a viagem, ainda em casa, descobrimos que havia outro local mais perto de Melbourne onde também podíamos ter uma experiência parecida.

Os relatos que tínhamos tido da Phillip Island diziam que era uma experiência inesquecível, mas um bocadinho comercializada, com entrada paga e bancadas na praia onde centenas de turistas se sentam à espera da chegada dos pinguins.
Em St Kilda, é uma experiência mais simples, gratuita, mas igualmente emocionante. Assim tínhamos a nossa oportunidade de tentar ir ver os pinguins depois de um dia de passeio na cidade, sem pôr em causa o resto dos planos.

Começámos por um passeio ao final da tarde por Brighton, uma zona de praia onde parte do areal está ocupado por estas casinhas de todas as cores.


Depois seguimos para St Kilda, encontrámos um sítio engraçado para jantar e esperámos pelas 20 horas. Ao pôr do sol agasalhámo-nos e caminhámos até ao pontão, seguindo outras pessoas que faziam o mesmo que nós.


Do outro lado tinha-se já juntado um pequeno grupo. E então esperámos...


E esperámos...


E de repente vemos uns movimentos na água lá ao fundo. E um burburinho entre as pessoas a comentar e a apontar para lá. E vimos chegar o primeiro.


Ao contrário do que pensávamos, eles não vêm todos juntos, vão chegando um ou dois de cada vez e são muito rápidos, por isso temos que estar bem atentos para não os perdermos. Tão depressa estavam lá ao fundo com a cabeça de fora de água, como mergulhavam e de repente já estavam mesmo à nossa frente, onde os víamos trepar as rochas e desaparecem para os ninhos por baixo do pontão.

Esta é a espécie de pinguins mais pequenos do mundo, com cerca de 30 cm de altura. A colónia em St Kilda é pequena, cerca de 100 pinguins, por isso não vimos assim tantos, talvez uns 15-20, mas foi muito giro ter a oportunidade de os ver tão perto, a saltitar para subir as rochas e de vez em quando a aparecer novamente lá pelo meio.


Os pinguins fazem os ninhos naquela zona e os adultos saem todas as manhãs para procurar comida e voltam ao pôr-do-sol para alimentar as crias. Embora não víssemos os bebés, que estavam protegidos nos ninhos entre as rochas, conseguíamos ouvi-los.



Apesar de este local não ser controlado como o de Phillip Island, haviam vários voluntários com lanternas vermelhas a ajudar os turistas a encontrar os pinguins e a zelar pelo seu bem-estar.


Eu que pensava que não havia animal mais giro para ver do que os koalas, afinal surpreendi-me com os pinguins. É realmente uma sensação indescritível estar tão perto de animais que normalmente só vemos na televisão. Mais uma experiência que não me importava nada de repetir.

Melbourne Highlights V



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Koalas!

A caminho do miradouro dos 12 Apóstolos pela Great Ocean Road, há um local conhecido por ter muitos koalas e nós assim que soubemos disto decidimos que íamos ter que passar por lá.

Não havia grandes indicações, por isso ainda bem que tinha levado comigo as instruções que alguém tinha deixado num fórum que tinha visto na Internet.
"Sair da Great Ocean Road em Kenett River, virar imediatamente numa estradinha à esquerda (Grey River Road) e seguir 1 ou 2 kilómetros até começar a ver koalas nas árvores."
Assim fizemos e seguimos a tal estradinha sempre de olho nas árvores à procura deles. De repente vemos um carro encostado e turistas de máquina fotográfica na mão. Estávamos no sítio certo!


Verdade seja dita, estes bichos são difíceis de encontrar, já que os eucaliptos são muito altos e eles estão lá no alto parados, umas bolinhas de pêlo que quase não se mexem e facilmente passam despercebidos.

Mas depois de vermos o primeiro ganhámos prática e já conseguíamos encontrar outros mais facilmente. E são mesmo aquilo que esperávamos: uns bichos fofos e pachorrentos. Estavam quase todos a dormir, tirando um ou dois que vimos a comer. E é tão diferente vê-los no seu habitat natural!




Melbourne Highlights IV



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Great Ocean Road

Já que estávamos ali mesmo ao lado da Great Ocean Road, sabíamos que tínhamos que aproveitar um dos dias para ir fazer uma parte do percurso e ver os “Apóstolos”.
A Great Ocean Road é uma estrada de 243 km que acompanha uma parte da costa Sul da Austrália no estado de Victoria. Os 12 Apóstolos são uma das principais atracções turísticas da região e basicamente são umas formações rochosas no mar que se vão vendo ao longo da costa, com alguns concentrados no mesmo local.



 O percurso é maravilhoso. A estrada é mesmo junto ao mar e fomos passando por uma série de praias de água azul turquesa e areia fininha.



Parámos numa das praias para molhar os pés e ficámos surpreendidos por a temperatura não ser tão fria como esperávamos.
Algarvios no seu melhor, com a maré baixa fomos ver se havia conquilhas. E havia! Foi a primeira vez que as vimos aqui na Austrália! Acho que os nossos companheiros de viagem não perceberam a nossa excitação...
Mas o tempo não estava para banhos por isso seguimos viagem.

Parámos  mais à frente para um almoço de barbecue/pic-nic nas calmas. Era dia de Natal, estávamos de férias entre amigos, junto à praia num cenário digno de postal. Ninguém se lembrou que o percurso era longo e perdemos a noção do tempo.
Voltámos ao carro e seguimos outra vez. Ninguém sabia quanto tempo faltava até ao miradouro dos Apóstolos, o telemóvel sem rede para consultar o Google Maps, ligámos o GPS que parecia querer levar-nos para o interior. Mas o miradouro não era na costa?

Começou a chover. A estrada cheia de curvas, agora no meio do mato, o tempo a passar e nós a ficarmos impacientes. Mas começámos a ver as placas e voltou o entusiasmo. Estávamos quase lá!
Quando chegámos ao miradouro chovia. Saímos do carro enrolados em toalhas, a dizer mal da vida e corremos para o local.

Cobras logo no início do percurso...obrigadinha pelo aviso!

"You may fall and DIE". A sério?

Chegámos finalmente à ponta do miradouro. Estava vento e frio mas a chuva deu tréguas e lá conseguimos apreciar a vista. Afinal os 12 Apóstolos são só 8, os outros entretanto foram sendo gastos pelo mar e desapareceram. Estes também hão de cair um dia...



Voltamos para o carro e pomos a morada do hotel no GPS. Alguém quer saber quanto tempo vai demorar a viagem de regresso? Mais 3 horas de estrada, viva a Austrália!
Ok, o cenário era bonito, mas não acredito que fizemos tantos kilómetros para ver a "Praia da Rocha"!

Mas a parte mais gira do passeio pela Great Ocean Road não foram os Apóstolos, mas isso fica para o próximo post ;)

Melbourne Highlights III



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Shrine of Remembrance

Os Australianos têm um respeito e carinho especial pelos seus mortos e veteranos de guerra, e em todas as principais cidades há monumentos que os representam.
O Shrine of Remembrance em Melbourne foi construído em homenagem aos Australianos do estado de Victoria que combateram na 1ª Guerra Mundial, e hoje é um memorial de todos os Australianos que estiveram na guerra.



O edifício é enorme e tem uma série de espaços envolventes e jardins que o complementam.
O espaço por baixo do santuário é uma espécie de museu de guerra, com uma exposição de fardas militares, armas, objectos pessoais e documentação que retratam as experiências dos Australianos na guerra e em operações humanitárias.
O museu tem uma colecção enorme e está muito bem organizado, documentando toda a história por ordem cronológica até aos dias de hoje. Depois há secções com vídeos e ecrãs interactivos, além dos voluntários sempre prontos a ajudar a perceber a história do local e da exposição.

Saímos com uma melhor noção do espírito de camaradagem e de sacrifício de quem viveu a experiência da guerra, e da dimensão das perdas que ocorreram.

Interior do Shrine
No interior do Santuário, há ao longo do dia uma cerimónia que se repete. Um feixe de luz desce do topo do edifício e percorre uma frase gravada na pedra que se encontra no centro - Greater Love Hath no Man (Ninguém amou mais do que estes Homens).
Os visitantes reunem-se em silêncio ao redor da pedra e no final da cerimónia repetem as palavras - We will remember them (Vamos lembrá-los). Uma cerimónia tão simples mas com tanto significado. Arrepiante.

Do topo do edifício tem-se uma vista a 360º para os espaços e jardins envolventes, e uma vista privilegiada da cidade.

Vista do topo, a Eternal Flame e o pátio central, palco de várias cerimónias ao longo do ano
É um sítio muito bonito, bem cuidado e emocionante. Uma óptima forma de lembrar e homenagear aqueles que lutaram e os que perderam a vida pelo país.
Sem dúvida um local que vale a pena visitar.
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