Sydney Opera House

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As notícias



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O telejornal na Austrália é uma coisa que me fascina. Aqui as notícias do "jornal da noite" são quase limitadas ao que acontece na cidade e no estado em que vivemos. No nosso caso, a maior parte das notícias são sobre Sydney e NSW.
E vá, se houver alguma notícia importante noutro estado ou país pode ser que se fale sobre isso, se não é quase como se não existisse o resto do mundo.

Este “regionalismo” tem um certo impacto na forma como reagimos às notícias. Por um lado, parece que estão sempre a acontecer crimes à nossa volta, já que todos os dias ficamos a saber de algum assalto, homicídio ou desacato nalguma zona de Sydney (às vezes perto de nós). É um bocadinho como ler o Correio da Manhã em Portugal. Dá a sensação de que a taxa de criminalidade é alta, o que não é de todo o caso.

Depois há alturas em que parece que não se passa nada de importante para relatar e metade do telejornal são notícias da treta, como “Koala entra num hospital” ou “Tubarão avistado em Bondi Beach”. Bom, também podia falar da quantidade de notícias sobre ataques de tubarão, mas vou mudar de assunto para ver se não me lembro disso mais vezes...

E depois há o sensacionalismo das notícias locais. Por exemplo, agora estamos a passar por uma vaga de frio. Nada de extraordinário, afinal estamos no Inverno, mas o telejornal abre com títulos que incluem "Super Winter Storm”, “Antarctic Vortex”, “Polar Freeze”, “Wild Winter Weather”…
No outro dia quando vi uma imagem de neve acompanhada do título “Cold Front to hit Sydney over the weekend” até parecia que ia nevar em Sydney! Claro que a neve é noutros pontos de NSW, onde não é assim tão estranho nevar no Inverno, mas há que exagerar a notícia...
Posto isto, vou enrolar-me na manta do sofá com um cházinho na mão, que eles exageram na descrição mas até que está fresquinho por aqui...

O lixo e as regras



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Aqui na Austrália há regras para tudo e a maior parte das pessoas respeita-as sem problema, mesmo que não haja grande controle sobre elas. Por exemplo, há muitas estações do comboio que não têm o sistema de torniquetes para sair e entrar, pelo que seria de esperar que muitos "chico-espertos" aproveitassem para viajar sem bilhete. Mas as pessoas sabem que o correcto é pagar a viagem e isso parece bastar. Somos um povo muito honesto e civilizado, uma maravilha!

Não me interpretem mal, eu adoro regras, e no geral acho que as coisas aqui funcionam bem muito por causa delas. O que me chateia é quando as regras são levadas tão a sério que se tornam ridículas. O que tem acontecido várias vezes com a recolha do lixo na nossa zona...

Então é assim, aqui todas as casas/apartamentos têm os seus respectivos baldes do lixo na rua. Todas as semanas, no mesmo dia, esses baldes (que geralmente estão nas traseiras) têm que ser colocados na parte da frente da casa para serem esvaziados pelo camião do lixo (sim, o lixo só é recolhido uma vez por semana, o que cá para mim explica quantidade de baratas por metro quadrado que existe por aqui).
Adiante, até para despejar o lixo há uma série de regras: no amarelo só vão embalagens recicláveis e nada de sacos de plástico (até aqui tudo normal), o balde vermelho é para o lixo normal e o verde para o "lixo" do jardim (troncos, folhas, etc). No dia antes da recolha, ao sol posto, os os baldes têm que ser colocados na frente da casa/prédio respectivo, têm que estar virados de frente para a estrada e as tampas têm que estar fechadas.
Então e o que acontece quando uma das regras não é cumprida à risca? Simplesmente não despejam o nosso balde. Foi o que aconteceu uma vez porque o balde estava muito cheio e a tampa ficou entreaberta, outra vez porque alguém “contaminou” o balde da reciclagem com um saco de lixo, e outras sabe-se lá porquê.

E isto já me começa a irritar! Eu percebo o conceito, percebo que os senhores da câmara nos deixem avisos colados no balde a repreender-nos (ainda que não tenhamos sido nós os “infractores”, já que os baldes do nosso prédio estão todos juntos e ninguém liga aos números), mas o que me chateia é o castigo que nos aplicam.
Ora então se o balde estava muito cheio e os senhores não o levam, o que acham que vai acontecer dali a uma semana, na data da próxima recolha???
Se o balde da reciclagem tinha uma casca de banana e por isso não o despejam, eu não tenho opção senão começar a pôr as embalagens no lixo normal, já que o balde amarelo cheio fica inutilizado por mais duas semanas (sim, o camião da reciclagem só vem de 15 em 15 dias!). E isto é coisa para me tirar do sério. Menos drama, senhores do lixo, menos...

O meu tipo de compra impulsiva



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Encontrar folhas de gelatina a um preço simpático na "semana gourmet" do Aldi e fazer stock mesmo sem ter uma finalidade para elas, porque nunca se sabe quando vou precisar de folhas de gelatina e não as encontrar em lado nenhum...

Coisas que me intrigam



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O Masterchef aqui é uma espécie de novela. É um programa que faz sucesso e por isso parece não ter fim à vista, acaba uma temporada e começa logo outra pouco tempo depois.
Dá quase todos os dias a seguir ao telejornal e ao fim de semana dão a repetição de todos os programas da semana, estilo maratona de Masterchef. E eu sou capaz de passar hora nisto, naqueles domingos de chuva em que não apetece sair do sofá.

Mas há uma coisa que me intriga e em que me ponho sempre a pensar quando vejo o programa: Como é que os concorrentes saberem sempre tantas receitas de cor??

Eu até gosto de cozinhar e para os jantares do dia-a-dia não preciso de receitas. Mas nunca conseguiria fazer um bolo ou uma sobremesa mais elaborada sem essa ajuda. Como é que eles sabem sempre as quantidades certas para cada receita?
E naqueles desafios em que cozinham para muita gente, como é que eles sabem sempre que é preciso X gramas de gelatina em pó por cada X ml de líquido para fazer uma panna cotta? Ou que o frango leva X minutos por cada X gramas a cozer?
A sério que eles não podem espreitar as cábulas antes de começarem a cozinhar? Devo ser mesmo muito amadora nisto da culinária...

Inverno em Sydney



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Não sei o que se passa mas este ano está a voar! Assim quase sem dar por nada de repente estamos em Junho e no Inverno. O Outono passou num instante e nem custou assim tanto, esteve-se quase sempre agradável.
Mas pontualmente a 1 de Junho, o Inverno chegou em grande, com o friozinho característico.
E pronto, cachecóis e mãos nos bolsos de manhã, meias grossas e mantinhas no sofá, roupa de cama no número máximo de camadas possível. Mas é também a época do chocolate quente, dos chás e das actividades de Inverno.

Este Inverno, entre outras coisas, temos:


Um festival de luz, música e cor que anima vários pontos da cidade durante duas semanas. É um dos eventos com maior afluência aqui em Sydney. Este ano cometemos o erro de ir ao fim de semana (oupss!) e se na 6ª até nem estava mau, no sábado apanhámos a multidão. Ainda assim, deu para passear e apreciar as luzes e animações pela cidade. E ainda bem que fomos na semana passada, antes de as temperaturas baixarem, esta semana era para gelar. Brrrr...



Um festival de Inverno com ringue de patinagem no gelo, insufláveis, barraquinhas de bebidas quentes e comida Europeia e desportos de Inverno. Junto à St. Mary's Cathedral na cidade.



Bondi Winter Magic [25 Junho - 12 Julho]
Outro festival de Inverno com um ringue de patinagem no gelo em plena praia. Este ano parece que o ringue não vai estar no areal como vimos em anos anteriores, mas vai ficar em frente ao Bondi Pavillion, que vai dar quase ao mesmo. Um belo passeio para uma tarde de fim de semana.



Cool Yule em Darling Harbour [27 Junho - 12 Julho]
E ainda outro festival de Inverno, com ringue de patinagem no gelo, iluminações variadas, uma zona com neve verdadeira (hmm?) e um iceberg a flutuar na baía (oi?). Um bom programa para um sábado à noite, para apanhar os "Frosty Fireworks" em Darling Harbour às 8:30pm.

E assim o frio até se tolera melhor! Enganaram-me muito bem quando antes de vir para cá me diziam que em Sydney nunca fazia muito frio. Faz sim! Mas felizmente não por muito tempo. E entretanto, enquanto esperamos pelo regresso do tempo dos pic-nics e praia, temos muito com que nos entreter!

Ponto de situação



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Afinal o "chegou o Outono" era um bocadinho mais do que isso.
NSW está a passar por uma tempestade como não havia há uma década. A combinação de chuva torrencial e ventos fortes nunca dá bom resultado e o cenário dos últimos dois dias é este:

Inundações




Árvores derrubadas um pouco por todo o lado




Ondas enoooormes



Areia varrida para fora das praias



Um cruzeiro apanhado pela tempestade
O Carnival Spirit devia ter chegado a Sydney ontem mas ficou retido fora da baía até ter autorização para atracar devido às ondas gigantes. 4000 pessoas permanecem no barco numa zona onde as ondas chegam aos 10 metros de altura. Nem quero imaginar a aflição que devem estar a sentir, sem saber ao certo quando vão poder sair dali.



Todos molhados até ao ossos
O vento é tão forte que não há guarda-chuva que resista. Por toda a cidade há esqueletos a entupir caixotes do lixo ou simplesmente abandonados pelas ruas, naquilo que nas redes sociais se chama de #umbrellageddon


Fotos SMH e Daily Telegraph

Hoje além do cenário de chuva e vento também temos trovoada. Felizmente não há estragos onde moramos e estamos todos bem.
O mesmo não se pode dizer do meu guarda-chuva, que também não resistiu à voltinha de ontem. 4 anos de Austrália e ainda não aprendi que neste tempo só mesmo de galochas e gabardina!

Outono



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E depois há aquele momento em que, depois de várias semanas de tempo agradável, a menina da meteorologia nos diz que esta semana vai ser "wet and miserable".
Pronto, o Outono chegou finalmente a Sydney com chuva a valer, ventos fortes e cenário de tempestade. Este ano não nos podemos queixar muito, afinal o Outono já conta com quase 2 meses e até à semana passada ainda andávamos de calções. Mas agora parece ter vindo para ficar, com a descida das temperaturas e aumento da chuva.

Há umas semanas atrás ainda conseguimos aproveitar os últimos dias do Moonlight Cinema para ir ver um filme no Centennial Park antes de o tempo mudar. Foi a nossa primeira experiência num cinema ao ar livre de cá e percebemos logo que tínhamos ido pouco preparados. 
Como foi uma decisão de última hora, nem deu tempo de preparar o pic-nic para levar, o que foi uma pena porque permitiam comida e bebida no recinto, e até álcool que é quase sempre proibido em todo o lado.
Assim que chegámos vimos a malta toda apetrechada. Eles traziam almofadas, edredons, colchões, cadeiras de praia, geleiras e cestas de pic-nic recheadas. Nós, inexperientes nestas andanças, levávamos apenas uma mantinha para nos sentarmos e casacos para o frio. Comprámos a comida lá, e apesar de não estar má, a variedade não era muita. Da próxima vez, para o ano, iremos melhor preparados.
Na verdade eu queria mesmo ir era ao OpenAir Cinema, o que tem vista para o Harbour, mas como esse é mais concorrido tínhamos que marcar com antecedência e eu tenho sempre receio que chova, que não há tempo mais imprevisível que o de Sydney, mesmo no Verão... Talvez para o ano arrisque.

Imagem daqui

Os cinemas ao ar livre entretanto já acabaram, mas ainda há espectáculos na rua, apesar do mau tempo.
Muita pena de quem tem bilhetes para a Aida nestes dias, porque parece que não cancelam o espectáculo mesmo que esteja a chover, apenas aconselham os espectadores a levar "wet weather gear". Qual é a piada de ir ver Opera num sítio maravilhoso, vestindo um poncho de plástico debaixo de um temporal?
Mas num dia bom o espetáculo parece ser lindíssimo, oram vejam...

Imagem daqui
Imagem daqui
Imagem daqui

Kung Hei Fat Choy!



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…que é como quem diz Feliz Ano Novo!

Pois que a malta aqui não perde uma oportunidade de celebrar qualquer coisa. O que importa se o nosso ano novo já começou há quase 2 meses, se para os Chineses o ano lunar começa agora, então vamos lá comemorar outra vez!
Esta é uma data a que já nos habituámos nestes anos "down under”. As celebrações duram uma semana e em Sydney há mercadinhos com comida de rua, exposições alusivas ao tema, workshops e espectáculos para todos os gostos.
Este ano passaram por cá os Lanterns of the Terracotta Warriors, uma instalação criada por um artista chinês para os Jogos Olímpicos de Beijing em 2008 e que tem corrido vários pontos do mundo desde então.

Imagem daqui
Imagem daqui

Os chineses dizem que dá boa sorte cortar o cabelo, comprar roupa nova e redecorar a casa nesta altura do ano. É uma espécie de recomeço todos os anos. Por coincidência, ambos cortámos o cabelo nessa semana. Pode ser que seja um bom augúrio!

O ponto alto é o desfile de Domingo, com carros alegóricos decorados com representações do animal do ano que se inicia, os tradicionais dragões chineses, grupos vestidos com fatos tradicionais, música, luz, animação e claro, fogo de artifício.









Portanto, feliz ano do carneiro! Ou seria da cabra? Hmm...por cá tanto vimos "Year of the Sheep" como "Year of the Goat" e ficámos na dúvida se um deles teria sido engano na tradução ou se para os Chineses ia dar tudo ao mesmo... Anyway, feliz ano novo!
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