Sydney Opera House

Sydney Opera House

Querida, ampliei o carro



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Aqui só temos um carro. Como eu trabalho a partir de casa, não preciso de conduzir durante a semana e se for à cidade os transportes públicos são sempre a melhor opção por causa dos preços do estacionamento.
Sendo assim, o nosso segundo carro (depois de um primeiro baratuxo para desenrascar nos primeiros tempos) foi escolhido de acordo com as necessidades dele: uma “ute” com bastante espaço para todas as ferramentas com que ele tem que andar todos os dias para o trabalho.

Claro que ele teve que escolher um carro desportivo, baixinho, cheio de mariquices e não particularmente económico... Eu abstive-me na altura, que para passageira tanto me dava, mas nos últimos tempos tínhamos andado a falar em trocar de carro. Queríamos um que eu também pudesse conduzir quando fosse preciso, mais confortável, seguro e económico, para podermos fazer mais passeios com ele, mas que continuasse a ser um bom carro de trabalho para ele (leia-se, com uma bagageira gigante).

Tendo em conta que as minhas experiências de condução no carro anterior não tinham sido muito agradáveis, quando vi que o sucessor era ainda maior ia-me dando uma coisinha má. Consta que fiquei de queixo caído a olhar para ele assim de baixo e disse qualquer coisa como "isto é mesmo grande" quando o vi pela primeira vez, quando fomos fazer o test-drive.
Para ele foi amor à primeira vista. E para mim também quase, vá. O carro é realmente mais jeitoso e muuuito mais confortável que o outro. Gosto muito mais de ir à pendura neste. Já a conduzir...por enquanto nem por isso... Ele é o tamanho do carro que logo à partida me intimida um bocadinho, ele é a largura que faz com que tenha que ir de braço esticado para chegar às mudanças (logo eu que até tenho uns braços compridos), é uma aventura! Tenho muito que treinar para ver se lhe apanho o jeito.
Por este andar, e tendo em conta a evolução dos nossos carros na Austrália, o próximo provavelmente será um autocarro. Medo...

Fica aqui o antes e depois, no dia em que dissemos bye bye ao Ford Falcon. Eu contente por nos termos finalmente livrado dele, 2 meses depois de termos posto o anúncio online (uma eternidade!), ele com uma lagriminha no canto do olho porque apesar dos "defeitos" diz que adorava aquele carro.

Carro nº2 VS Carro nº3

Há coisas que nunca mudam



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Passar o Inverno em Sydney é lixado. Não só temos que lidar com o tempo esquizofrénico, ora estão 20º e um lindo dia de sol, ora 2º e chove a potes, como grande parte dos portugueses do grupo muda de hemisfério para aproveitar o Verão do outro lado, o que faz com que os que nesse ano não vão a Portugal sintam algumas saudades.

Mas depois preciso de tratar de uma coisa no Consulado Português e lembro-me porque é que ainda não estou preparada para voltar, quando vou consultar o horário de funcionamento e encontro esta frase:
"Caso resida longe, aconselhamos que esteja em Sydney mais do que 1 dia, já que o sistema informático, por vezes, tem avarias técnicas."

Wish me luck!

As notícias



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O telejornal na Austrália é uma coisa que me fascina. Aqui as notícias do "jornal da noite" são quase limitadas ao que acontece na cidade e no estado em que vivemos. No nosso caso, a maior parte das notícias são sobre Sydney e NSW.
E vá, se houver alguma notícia importante noutro estado ou país pode ser que se fale sobre isso, se não é quase como se não existisse o resto do mundo.

Este “regionalismo” tem um certo impacto na forma como reagimos às notícias. Por um lado, parece que estão sempre a acontecer crimes à nossa volta, já que todos os dias ficamos a saber de algum assalto, homicídio ou desacato nalguma zona de Sydney (às vezes perto de nós). É um bocadinho como ler o Correio da Manhã em Portugal. Dá a sensação de que a taxa de criminalidade é alta, o que não é de todo o caso.

Depois há alturas em que parece que não se passa nada de importante para relatar e metade do telejornal são notícias da treta, como “Koala entra num hospital” ou “Tubarão avistado em Bondi Beach”. Bom, também podia falar da quantidade de notícias sobre ataques de tubarão, mas vou mudar de assunto para ver se não me lembro disso mais vezes...

E depois há o sensacionalismo das notícias locais. Por exemplo, agora estamos a passar por uma vaga de frio. Nada de extraordinário, afinal estamos no Inverno, mas o telejornal abre com títulos que incluem "Super Winter Storm”, “Antarctic Vortex”, “Polar Freeze”, “Wild Winter Weather”…
No outro dia quando vi uma imagem de neve acompanhada do título “Cold Front to hit Sydney over the weekend” até parecia que ia nevar em Sydney! Claro que a neve é noutros pontos de NSW, onde não é assim tão estranho nevar no Inverno, mas há que exagerar a notícia...
Posto isto, vou enrolar-me na manta do sofá com um cházinho na mão, que eles exageram na descrição mas até que está fresquinho por aqui...

O lixo e as regras



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Aqui na Austrália há regras para tudo e a maior parte das pessoas respeita-as sem problema, mesmo que não haja grande controle sobre elas. Por exemplo, há muitas estações do comboio que não têm o sistema de torniquetes para sair e entrar, pelo que seria de esperar que muitos "chico-espertos" aproveitassem para viajar sem bilhete. Mas as pessoas sabem que o correcto é pagar a viagem e isso parece bastar. Somos um povo muito honesto e civilizado, uma maravilha!

Não me interpretem mal, eu adoro regras, e no geral acho que as coisas aqui funcionam bem muito por causa delas. O que me chateia é quando as regras são levadas tão a sério que se tornam ridículas. O que tem acontecido várias vezes com a recolha do lixo na nossa zona...

Então é assim, aqui todas as casas/apartamentos têm os seus respectivos baldes do lixo na rua. Todas as semanas, no mesmo dia, esses baldes (que geralmente estão nas traseiras) têm que ser colocados na parte da frente da casa para serem esvaziados pelo camião do lixo (sim, o lixo só é recolhido uma vez por semana, o que cá para mim explica quantidade de baratas por metro quadrado que existe por aqui).
Adiante, até para despejar o lixo há uma série de regras: no amarelo só vão embalagens recicláveis e nada de sacos de plástico (até aqui tudo normal), o balde vermelho é para o lixo normal e o verde para o "lixo" do jardim (troncos, folhas, etc). No dia antes da recolha, ao sol posto, os os baldes têm que ser colocados na frente da casa/prédio respectivo, têm que estar virados de frente para a estrada e as tampas têm que estar fechadas.
Então e o que acontece quando uma das regras não é cumprida à risca? Simplesmente não despejam o nosso balde. Foi o que aconteceu uma vez porque o balde estava muito cheio e a tampa ficou entreaberta, outra vez porque alguém “contaminou” o balde da reciclagem com um saco de lixo, e outras sabe-se lá porquê.

E isto já me começa a irritar! Eu percebo o conceito, percebo que os senhores da câmara nos deixem avisos colados no balde a repreender-nos (ainda que não tenhamos sido nós os “infractores”, já que os baldes do nosso prédio estão todos juntos e ninguém liga aos números), mas o que me chateia é o castigo que nos aplicam.
Ora então se o balde estava muito cheio e os senhores não o levam, o que acham que vai acontecer dali a uma semana, na data da próxima recolha???
Se o balde da reciclagem tinha uma casca de banana e por isso não o despejam, eu não tenho opção senão começar a pôr as embalagens no lixo normal, já que o balde amarelo cheio fica inutilizado por mais duas semanas (sim, o camião da reciclagem só vem de 15 em 15 dias!). E isto é coisa para me tirar do sério. Menos drama, senhores do lixo, menos...

O meu tipo de compra impulsiva



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Encontrar folhas de gelatina a um preço simpático na "semana gourmet" do Aldi e fazer stock mesmo sem ter uma finalidade para elas, porque nunca se sabe quando vou precisar de folhas de gelatina e não as encontrar em lado nenhum...

Coisas que me intrigam



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O Masterchef aqui é uma espécie de novela. É um programa que faz sucesso e por isso parece não ter fim à vista, acaba uma temporada e começa logo outra pouco tempo depois.
Dá quase todos os dias a seguir ao telejornal e ao fim de semana dão a repetição de todos os programas da semana, estilo maratona de Masterchef. E eu sou capaz de passar hora nisto, naqueles domingos de chuva em que não apetece sair do sofá.

Mas há uma coisa que me intriga e em que me ponho sempre a pensar quando vejo o programa: Como é que os concorrentes saberem sempre tantas receitas de cor??

Eu até gosto de cozinhar e para os jantares do dia-a-dia não preciso de receitas. Mas nunca conseguiria fazer um bolo ou uma sobremesa mais elaborada sem essa ajuda. Como é que eles sabem sempre as quantidades certas para cada receita?
E naqueles desafios em que cozinham para muita gente, como é que eles sabem sempre que é preciso X gramas de gelatina em pó por cada X ml de líquido para fazer uma panna cotta? Ou que o frango leva X minutos por cada X gramas a cozer?
A sério que eles não podem espreitar as cábulas antes de começarem a cozinhar? Devo ser mesmo muito amadora nisto da culinária...

Inverno em Sydney



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Não sei o que se passa mas este ano está a voar! Assim quase sem dar por nada de repente estamos em Junho e no Inverno. O Outono passou num instante e nem custou assim tanto, esteve-se quase sempre agradável.
Mas pontualmente a 1 de Junho, o Inverno chegou em grande, com o friozinho característico.
E pronto, cachecóis e mãos nos bolsos de manhã, meias grossas e mantinhas no sofá, roupa de cama no número máximo de camadas possível. Mas é também a época do chocolate quente, dos chás e das actividades de Inverno.

Este Inverno, entre outras coisas, temos:


Um festival de luz, música e cor que anima vários pontos da cidade durante duas semanas. É um dos eventos com maior afluência aqui em Sydney. Este ano cometemos o erro de ir ao fim de semana (oupss!) e se na 6ª até nem estava mau, no sábado apanhámos a multidão. Ainda assim, deu para passear e apreciar as luzes e animações pela cidade. E ainda bem que fomos na semana passada, antes de as temperaturas baixarem, esta semana era para gelar. Brrrr...



Um festival de Inverno com ringue de patinagem no gelo, insufláveis, barraquinhas de bebidas quentes e comida Europeia e desportos de Inverno. Junto à St. Mary's Cathedral na cidade.



Bondi Winter Magic [25 Junho - 12 Julho]
Outro festival de Inverno com um ringue de patinagem no gelo em plena praia. Este ano parece que o ringue não vai estar no areal como vimos em anos anteriores, mas vai ficar em frente ao Bondi Pavillion, que vai dar quase ao mesmo. Um belo passeio para uma tarde de fim de semana.



Cool Yule em Darling Harbour [27 Junho - 12 Julho]
E ainda outro festival de Inverno, com ringue de patinagem no gelo, iluminações variadas, uma zona com neve verdadeira (hmm?) e um iceberg a flutuar na baía (oi?). Um bom programa para um sábado à noite, para apanhar os "Frosty Fireworks" em Darling Harbour às 8:30pm.

E assim o frio até se tolera melhor! Enganaram-me muito bem quando antes de vir para cá me diziam que em Sydney nunca fazia muito frio. Faz sim! Mas felizmente não por muito tempo. E entretanto, enquanto esperamos pelo regresso do tempo dos pic-nics e praia, temos muito com que nos entreter!

Ponto de situação



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Afinal o "chegou o Outono" era um bocadinho mais do que isso.
NSW está a passar por uma tempestade como não havia há uma década. A combinação de chuva torrencial e ventos fortes nunca dá bom resultado e o cenário dos últimos dois dias é este:

Inundações




Árvores derrubadas um pouco por todo o lado




Ondas enoooormes



Areia varrida para fora das praias



Um cruzeiro apanhado pela tempestade
O Carnival Spirit devia ter chegado a Sydney ontem mas ficou retido fora da baía até ter autorização para atracar devido às ondas gigantes. 4000 pessoas permanecem no barco numa zona onde as ondas chegam aos 10 metros de altura. Nem quero imaginar a aflição que devem estar a sentir, sem saber ao certo quando vão poder sair dali.



Todos molhados até ao ossos
O vento é tão forte que não há guarda-chuva que resista. Por toda a cidade há esqueletos a entupir caixotes do lixo ou simplesmente abandonados pelas ruas, naquilo que nas redes sociais se chama de #umbrellageddon


Fotos SMH e Daily Telegraph

Hoje além do cenário de chuva e vento também temos trovoada. Felizmente não há estragos onde moramos e estamos todos bem.
O mesmo não se pode dizer do meu guarda-chuva, que também não resistiu à voltinha de ontem. 4 anos de Austrália e ainda não aprendi que neste tempo só mesmo de galochas e gabardina!
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