Sydney Opera House

Sydney Opera House

Ser mãe



0 comentários



O tempo voou nestes últimos meses. Desde Maio que sou mãe e às vezes ainda me custa acreditar que a bebé esteve mesmo dentro da minha barriga.

Muita coisa aconteceu desde o último post. A barriga continuou a crescer. Às 34 semanas tivemos um pequeno percalço com direito a uma noite no hospital e conversa sobre a possibilidade de um parto prematuro. Felizmente não passou de um susto e a estadia no hospital até me tranquilizou por ficar familiarizada com o local e saber que estava em boas mãos. E foi meio caminho andado para eu dar corda aos sapatinhos e tratar dos últimos preparativos num instante!
Houve baby shower, houve muitos mimos dos amigos de cá e encomendas a chegar de Portugal cheias de coisas amorosas.
E às 38 semanas e meia tinha uma bebé perfeita nos braços.

Ser mãe tem sido uma experiência emocionante, cansativa e maravilhosa. O primeiro mês não foi fácil, com a adaptação às rotinas de um bebé, a privação de sono e as saudades da família, mas aos poucos fomos-nos conhecendo, nós aprendemos com ela e ganhámos confiança enquanto pais, e a nossa menina preencheu o seu lugar cá em casa.

Claro que ter um bebé pequeno implica algumas preocupações, noites mal dormidas nos primeiros tempos, uma logística diferente para sair de casa, e o número de máquinas de roupa aumenta consideravelmente, mas depois também há os sorrisos, as gracinhas, e um amor que realmente é mesmo difícil de explicar.
Já não imaginamos a nossa vida sem ela 

Ele e o futebol



1 comentários
Eu não ligo nada a futebol. Não me interessa, não percebo as rivalidades e piadinhas entre os clubes, não tenho pachorra. Já ele, apesar de não ser fanático, gosta de acompanhar o seu Benfica mesmo do outro lado do mundo.

Então quando há jogos importantes, é vê-lo pôr o despertador para tocar de madrugada e levantar-se para ver o jogo ou pelo menos ouvir o relato. O nosso acordo é que ele pode ouvir o jogo à vontade, mas com os phones nos ouvidos e em silêncio para não me acordar. Claro que isso raramente acontece e eu acabo por acordar com os comentários ou festejos de golo em voz alta.

Esta noite não foi excepção. Acordei com ele a festejar um golo ao meu lado e ouvi-o a falar sozinho enquanto tomava o pequeno almoço antes do trabalho. Saiu antes das 6 da manhã e eu pensei que ia dormir mais um bocadinho, mas enganei-me. Descobri que temos vizinhos tugas no prédio ao lado quando continuei a ouvir os comentários do jogo depois de ele ter saído. Ai a minha vida...

Gravidez na Austrália



0 comentários
Quando soube que estava grávida, depois da euforia inicial veio a preocupação do "e agora?". Apesar de já termos falado e pesquisado sobre o assunto muito antes, e de eu achar que estava muito bem informada, afinal ainda havia uma série de coisas que não sabia como funcionavam na Austrália. Uma das coisas que me fez mais confusão foi a quantidade de opções disponíveis para o acompanhamento da gravidez e parto, e o facto de termos que escolher uma delas logo desde cedo.
Na verdade acho que é óptimo que existam opções para todos os gostos e carteiras, mas foi um bocadinho intimidante tomar essa decisão.

No sistema público os custos da gravidez são quase nenhuns. As consultas, exames e ecografias são quase todos cobertos pelo Medicare. No entanto, há uma série de opções disponíveis:

Sistema Público - Antenatal Clinic
Este é o acompanhamento que a maior parte das grávidas que optam pelo público recebe. As consultas são na Antenatal Clinic do Hospital, onde as grávidas são atendidas ou por uma parteira (midwife) ou por um obstetra. Aqui a grávida não recebe o acompanhamento do mesmo médico/parteira durante toda a gravidez, é atendida por quem estiver de serviço nesse dia, tal como no parto.

Sistema Público - Shared Care
Para quem prefere um acompanhamento mais personalizado dentro do sistema público, há a opção de fazer o acompanhamento da gravidez de forma partilhada, entre o GP (médico de família) e o Hospital. Para isso é preciso que o GP escolhido tenha especialidade nessa área. Assim, algumas consultas serão no consultório do GP, outras no Hospital da área de residência da grávida. O parto é efectuado pelas parteiras/obstetra que estiverem de serviço nesse dia no Hospital.

Sistema Público - Midwifery Group Practice
Alguns hospitais têm um serviço chamado Midwifery Group Practice, em que um pequeno grupo de parteiras recebe um certo número de grávidas por mês, com quem fazem um acompanhamento mais personalizado. A grávida é atribuída a uma parteira (normalmente trabalham em equipas de duas) que fará todo o acompanhamento da gravidez e estará on-call para o parto.
Este serviço só está disponível para gravidezes de baixo risco, já que o acompanhamento é feito apenas pelas parteiras e a grávida só será encaminhada para um obstetra em caso de alguma complicação. No entanto, todos os casos são supervisionados por um obstetra do Hospital. As vagas são limitadas por isso é preciso fazer a inscrição o mais cedo possível.

Sistema Público - Birth Center
Este serviço é indicado para quem pretende ter um parto o mais natural possível, com o mínimo de intervenções médicas e sem anestesia, num ambiente mais familiar e com menos ar de hospital (embora seja localizado dentro do Hospital).
Como o acompanhamento e parto são feitos apenas por parteiras, também é um serviço que só está disponível para gravidezes de baixo risco e que requer inscrição desde cedo.
Em caso de complicações no parto, a grávida terá que ser transferida para o bloco de partos (Labour Ward), já que o Birth Center não está preparado com todos os equipamentos médicos que podem ser necessários.

Sistema Privado
Quem opta pelo sistema privado geralmente tem seguro de saúde com cobertura de gravidez, e deve ter em conta o período de carência (normalmente 12 meses).
A grávida deve escolher um obstetra para a acompanhar durante toda a gravidez e no momento do parto. O parto será num Hospital com quem o médico escolhido trabalhe, que tanto pode ser público ou privado.
Em termos de custos, além do seguro de saúde a grávida tem que pagar a taxa do obstetra e anestesista para o parto e todas as consultas e exames. O seguro apenas cobre a estadia no Hospital, que geralmente garante um quarto privado.


Sobre a nossa escolha
Sendo que eu não tinha problemas de saúde, que sempre tivemos boas experiências anteriormente no sistema público, e que para mim era importante que o parto fosse num hospital público, decidimos que essa seria a melhor opção para nós.
Inicialmente pensei optar pelo Shared Care e manter o acompanhamento com a GP querida que já conhecia há algum tempo. Mas quando fui marcar a consulta para confirmar a gravidez descobri que ela tinha mudado de centro de saúde e por isso tive que mudar de médica, e esta nova não faz acompanhamento da gravidez.
Para mim era importante ser seguida pela mesma pessoa durante todo o processo, por isso quando ouvi falar no Midwifery Group Practice do Hospital na minha área de residência liguei logo para me inscrever. Demorou umas 3 semanas até saber que tinha sido aceite no programa. Conheci a minha Midwife por volta das 15 semanas de gravidez e tenho o número de telemóvel dela para ligar sempre que precisar, o que me deixa mais descansada. Depois também vou ter apoio em casa nas semanas após o parto, o que é óptimo para quem é inexperiente e está longe da família.

Para já estou muito satisfeita com o acompanhamento que tenho recebido. As consultas têm corrido bem, o Hospital parece estar bem equipado e temos à nossa disposição uma série de aulas e workshops sobre a gravidez, preparação para o parto, amamentação, etc.

5 anos de Austrália



0 comentários
E parece que foi ontem que chegámos cá, sem ter ideia do que nos esperava, sem saber se ficávamos mais do que os 6 meses com que nos tínhamos comprometido inicialmente. E ficámos! Superámos algumas dificuldades no início, adaptámo-nos a novas rotinas, a uma nova cultura e forma de estar, fizemos novas amizades, encontrámos a estabilidade que procurávamos e hoje, apesar das saudades, sentimo-nos em casa.

Não sabemos o que o futuro nos reserva, mas não temos dúvidas que a decisão de vir para cá há 5 anos atrás foi a melhor que podíamos ter tomado. Que venham outros 5 de novas aventuras!

♥ 25 semanas



0 comentários
Não sei como é que o tempo passou tão depressa, mas já vamos nas 25 semanas e faltam apenas 15 para a chegada da nossa bebé.
Os últimos meses têm sido cheios de planos, sonhos e dúvidas. Tantas decisões importantes para tomar, tanta coisa para resolver e o tempo a voar. Fazemos o acompanhamento da gravidez no público ou no privado? Mudamos para uma casa maior ou ficamos nesta mais algum tempo? Dividimos a licença de maternidade? Que nome escolhemos para a nossa filha? Que tipo de carrinho vamos comprar? E o berço?
Sinto-me tão desorganizada! Tenho várias listas de coisas que precisamos de comprar e resolver mas temos andado tão ocupados com o trabalho e vida social que está difícil de ir riscando items da lista. E o tempo a passar...

Por outro lado fui abençoada com uma gravidez de baixo risco e quase sem chatices. Não houve enjoos no primeiro trimestre, nem desejos esquisitos nem grande cansaço. Só agora é que começo a notar o peso da barriga e dos kilinhos que vieram com ela (que convenhamos até me faziam falta, não precisavam era de ter vindo acompanhados da celulite que se alojou no meu rabo).

Inscrevi-me nas aulas de Yoga para grávidas do meu Hospital para ver se me mexo um bocadinho. Era Yoga ou Belly Dancing e eu, com a minha falta de jeito para qualquer uma delas, achei que fazia menos figuras ridículas no Yoga. Estava tão enganada! Comecei quando a barriga ainda mal se via e tinha a graciosidade de um elefante, mesmo quando comparada com as outras em final de gravidez que se equilibravam e movimentavam sem esforço.
Desporto não é comigo e normalmente vou contrariada, mas confesso que me sinto sempre melhor depois da aula de Yoga. Claro que, preguiçosa como sou, a minha parte preferida é a do relaxamento no final da aula. Gostava tanto que o bichinho do exercício físico pegasse e se mantivesse, mas acho que não vai acontecer... Espero que a genética me ajude a pôr tudo no lugar depois do parto.

Nova aventura na Austrália



0 comentários
Quando viemos para cá, há quase 5 anos (!), estava longe de imaginar que um dia me ia tornar Australiana.
Também nunca tinha pensado que ia viver a minha primeira gravidez aqui, longe da família mais próxima. Mas com o tempo a Austrália passou a ser (também) a nossa casa, e à medida que crescemos como casal, foram surgindo novos sonhos e objectivos comuns. E afinal a nossa maior aventura na Austrália não foi aquela que iniciámos em 2011 quando decidimos emigrar, vai ser a que se está a desenvolver agora na minha barriga.


Em Maio vamos passar a ser 3 

Só aqui :)



0 comentários
Há já algum tempo que trabalho a partir de casa e há algumas semanas comecei a reparar que de vez em quando ouvia a música "Beautiful Day” dos U2, vinda algures da rua.

Uma das casas na nossa rua está em obras e sempre com trabalhadores durante o dia, inicialmente pensei que fosse do rádio deles. Mas depois reparei que ouvia a música todos os dias, sempre à mesma hora. E depois reparei que passava sempre uma vez de manhã e outra à tarde. Um dia percebi que a música vinha de uma escola aqui perto e que provavelmente seria o toque de entrada e de saída para os miúdos.

Ora na semana passada, a última antes do Natal que aqui marca o início das férias de Verão, o toque da escola era este:


:)

The day I became an Aussie!



0 comentários
Quando viemos para a Austrália não tínhamos planos. Aliás, dizíamos que ficávamos 6 meses para ver se nos adaptávamos e depois logo se via. E adaptámo-nos.
Os seis meses passaram a um ano, o ano passou a 2 e só 2 anos e meio depois, já cheios de saudades, é que fomos de férias a Portugal. E depois voltámos. E houve mais férias em Portugal e voltámos outra vez. Porque ao fim destes 4 anos e meio, este país passou a ser (também) a nossa casa. Aqui temos os nossos trabalhos, as nossas rotinas e um novo grupo de amigos. Não que os de Portugal tenham sido postos de lado, pelo contrário. A família faz-nos muita falta e os amigos também, mas neste momento o nosso lugar é aqui e vamos mantendo as relações à distância o melhor que podemos, com uma ajudinha do skype e das redes sociais, sabendo que eles (vocês) estarão sempre lá para nos receber quando decidirmos voltar.

Este ano passei a cumprir os requisitos necessários para obter a cidadania e achámos que fazia sentido para a nossa identidade como casal/família que eu também me tornasse Australiana.
Eu já tinha um visto de Residência Permanente que me dava o direito a uma série de regalias que qualquer Australiano tem, a nível de saúde, subsídios, livre entrada e saída do país, etc. A cidadania traz outros direitos, como o direito ao voto (que também é um dever), acesso a empregos na função pública e a candidaturas para cargos políticos e o passaporte Australiano, mas também grandes responsabilidades, como a obrigação de fazer parte de um júri se formos chamados, e de servir o país em caso de conflito.

O processo desta vez foi relativamente simples, fiz a aplicação online e poucas semanas depois fui chamada para fazer o teste que avalia os conhecimentos a nível de cultura, da história, leis e política do país. Um teste de escolha múltipla muito simples, basicamente cultura geral. Pouco tempo depois recebi a confirmação que o meu processo tinha sido aprovado e seria oficializado com a entrega do certificado numa Cerimónia de Cidadania organizada pelo Council da minha área de residência.

Na cerimónia, todos fizemos um juramento, cantámos o hino nacional e recebemos o certificado pelo Mayor. A cerimónia foi simples mas emocionante. Tão bom ver tantas famílias de diferentes etnias unidas pelo mesmo amor a este país que tão bem nos acolheu. Sentia-se o orgulho nos sorrisos estampados no rosto de todos os que receberam o certificado nesse dia.

E assim, o dia 25 de Novembro de 2015 vai ficar na minha memória como mais um marco desta nossa aventura: o dia em que me tornei Luso-Australiana!





older post