Sydney Opera House

Sydney Opera House

Ponto de situação



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Afinal o "chegou o Outono" era um bocadinho mais do que isso.
NSW está a passar por uma tempestade como não havia há uma década. A combinação de chuva torrencial e ventos fortes nunca dá bom resultado e o cenário dos últimos dois dias é este:

Inundações




Árvores derrubadas um pouco por todo o lado




Ondas enoooormes



Areia varrida para fora das praias



Um cruzeiro apanhado pela tempestade
O Carnival Spirit devia ter chegado a Sydney ontem mas ficou retido fora da baía até ter autorização para atracar devido às ondas gigantes. 4000 pessoas permanecem no barco numa zona onde as ondas chegam aos 10 metros de altura. Nem quero imaginar a aflição que devem estar a sentir, sem saber ao certo quando vão poder sair dali.



Todos molhados até ao ossos
O vento é tão forte que não há guarda-chuva que resista. Por toda a cidade há esqueletos a entupir caixotes do lixo ou simplesmente abandonados pelas ruas, naquilo que nas redes sociais se chama de #umbrellageddon


Fotos SMH e Daily Telegraph

Hoje além do cenário de chuva e vento também temos trovoada. Felizmente não há estragos onde moramos e estamos todos bem.
O mesmo não se pode dizer do meu guarda-chuva, que também não resistiu à voltinha de ontem. 4 anos de Austrália e ainda não aprendi que neste tempo só mesmo de galochas e gabardina!

Outono



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E depois há aquele momento em que, depois de várias semanas de tempo agradável, a menina da meteorologia nos diz que esta semana vai ser "wet and miserable".
Pronto, o Outono chegou finalmente a Sydney com chuva a valer, ventos fortes e cenário de tempestade. Este ano não nos podemos queixar muito, afinal o Outono já conta com quase 2 meses e até à semana passada ainda andávamos de calções. Mas agora parece ter vindo para ficar, com a descida das temperaturas e aumento da chuva.

Há umas semanas atrás ainda conseguimos aproveitar os últimos dias do Moonlight Cinema para ir ver um filme no Centennial Park antes de o tempo mudar. Foi a nossa primeira experiência num cinema ao ar livre de cá e percebemos logo que tínhamos ido pouco preparados. 
Como foi uma decisão de última hora, nem deu tempo de preparar o pic-nic para levar, o que foi uma pena porque permitiam comida e bebida no recinto, e até álcool que é quase sempre proibido em todo o lado.
Assim que chegámos vimos a malta toda apetrechada. Eles traziam almofadas, edredons, colchões, cadeiras de praia, geleiras e cestas de pic-nic recheadas. Nós, inexperientes nestas andanças, levávamos apenas uma mantinha para nos sentarmos e casacos para o frio. Comprámos a comida lá, e apesar de não estar má, a variedade não era muita. Da próxima vez, para o ano, iremos melhor preparados.
Na verdade eu queria mesmo ir era ao OpenAir Cinema, o que tem vista para o Harbour, mas como esse é mais concorrido tínhamos que marcar com antecedência e eu tenho sempre receio que chova, que não há tempo mais imprevisível que o de Sydney, mesmo no Verão... Talvez para o ano arrisque.

Imagem daqui

Os cinemas ao ar livre entretanto já acabaram, mas ainda há espectáculos na rua, apesar do mau tempo.
Muita pena de quem tem bilhetes para a Aida nestes dias, porque parece que não cancelam o espectáculo mesmo que esteja a chover, apenas aconselham os espectadores a levar "wet weather gear". Qual é a piada de ir ver Opera num sítio maravilhoso, vestindo um poncho de plástico debaixo de um temporal?
Mas num dia bom o espetáculo parece ser lindíssimo, oram vejam...

Imagem daqui
Imagem daqui
Imagem daqui

Kung Hei Fat Choy!



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…que é como quem diz Feliz Ano Novo!

Pois que a malta aqui não perde uma oportunidade de celebrar qualquer coisa. O que importa se o nosso ano novo já começou há quase 2 meses, se para os Chineses o ano lunar começa agora, então vamos lá comemorar outra vez!
Esta é uma data a que já nos habituámos nestes anos "down under”. As celebrações duram uma semana e em Sydney há mercadinhos com comida de rua, exposições alusivas ao tema, workshops e espectáculos para todos os gostos.
Este ano passaram por cá os Lanterns of the Terracotta Warriors, uma instalação criada por um artista chinês para os Jogos Olímpicos de Beijing em 2008 e que tem corrido vários pontos do mundo desde então.

Imagem daqui
Imagem daqui

Os chineses dizem que dá boa sorte cortar o cabelo, comprar roupa nova e redecorar a casa nesta altura do ano. É uma espécie de recomeço todos os anos. Por coincidência, ambos cortámos o cabelo nessa semana. Pode ser que seja um bom augúrio!

O ponto alto é o desfile de Domingo, com carros alegóricos decorados com representações do animal do ano que se inicia, os tradicionais dragões chineses, grupos vestidos com fatos tradicionais, música, luz, animação e claro, fogo de artifício.









Portanto, feliz ano do carneiro! Ou seria da cabra? Hmm...por cá tanto vimos "Year of the Sheep" como "Year of the Goat" e ficámos na dúvida se um deles teria sido engano na tradução ou se para os Chineses ia dar tudo ao mesmo... Anyway, feliz ano novo!

O mês do amor



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Happy Valentine's Day!

Uma das coisas boas de se morar em Sydney é que há sempre qualquer coisa a acontecer. Então agora no Verão, a oferta é sempre variada. Além dos festivais de Verão, concertos e espectáculos, temos cinemas outdoor para todos os gostos: O Moonlight Cinema no Centennial Park (o maior e mais barato, tipo pic-nic na relva); o Open Air Cinema em Bondi Beach (o mais badalado, para o qual se tem que comprar bilhetes com muita antecedência); o St. George Open Air Cinema junto aos Botanic Gardens (mais caro e com muita procura também, mas numa localização maravilhosa).

Mas depois há também uma série de programas gratuitos, perfeitos para aqueles fins-de-semana em que o tempo não está para praia.
Há sempre qualquer coisa a acontecer em Darling Harbour, sejam festivais culturais, concertos ou espectáculos de rua, para não falar do fogo de artifício todos os sábados. Fevereiro é "o mês do amor" e há todo um programa à volta desse tema.


O fim de semana passado fomos espreitar e ficámos agradavelmente surpreendidos. Tem um cinema ao ar livre gratuito, que apesar de ser pequeno não estava cheio. De 7 de Fevereiro a 7 de Março há filmes todas as noites e a selecção varia entre os filmes antigos e os mais recentes, mas todos dentro do género romântico. Nós apanhámos o "Splash", com o Tom Hanks. Boas recordações da minha infância.

Foto daqui


A meio do filme há um intervalo para o fogo de artifício em forma de corações às 21h. Oohhh...que romântico!

Foto daqui
Há corações por todo o lado, passeios românticos de barco a remo e uma série de actividades "fofinhas". Ahhhh...o amor...



Quem acha isto tudo uma lamechice tem bom remédio. É que as celebrações do Ano Novo Chinês estão agora a começar e há todo um programa à volta dessa temática. Gotta love Sydney!



4 anos (!) de Austrália



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11 de Fevereiro de 2011

Chegámos a Sydney às 6 da manhã. Estava calor, muito calor, e nós vínhamos vestidos à Outono. Eu até trazia umas botas nos pés! Coisa de amadora nisto das grandes viagens, que achou que era boa ideia levar os sapatos mais volumosos calçados para poupar espaço na mala e se esqueceu que o ideal era estar confortável na viagem e preparada para a mudança de temperatura na chegada.
Estava um dia cinzento e lembro-me perfeitamente de fazermos o caminho de carro até à casa dos tios do N. e de achar tudo tão estranho. As casas antigas nas zonas residenciais, ruas que me pareciam todas iguais, tudo tão diferente do que tinha imaginado.
Parece que foi ontem e ainda me custa a acreditar que já passaram 4 anos!

Nem sempre foi fácil. Têm sido anos emocionantes e cheios de conquistas, mas também houve algumas lágrimas em momentos difíceis. A nossa relação foi posta à prova, que isto de mudar de país e de rotinas também afecta a vida de casal, mas juntos superámos os desafios que foram aparecendo, crescemos os dois e tornámo-nos ainda mais cúmplices.
O balanço destes 4 anos é muito positivo. Apesar das saudades, que estão sempre presentes, estamos adaptados ao país e à nossa vida aqui. Ainda pensamos em voltar, porque há coisas que são insubstituíveis e a família faz-nos muita falta, mas enquanto não chega a altura certa, estamos bem aqui e gratos pelas oportunidades que a Austrália nos proporcionou. Vamos ver o que os próximos 4 nos reservam :)

Melbourne Highlights VI



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St Kilda e os Pinguins

Tínhamos ouvido falar da experiência de ver os pinguins a chegar ao pôr-do-sol na Phillip Island, mas ir para a ilha só fazia sentido se lá fossemos passar o dia e nós não tínhamos muito tempo.
Mas enquanto planeávamos a viagem, ainda em casa, descobrimos que havia outro local mais perto de Melbourne onde também podíamos ter uma experiência parecida.

Os relatos que tínhamos tido da Phillip Island diziam que era uma experiência inesquecível, mas um bocadinho comercializada, com entrada paga e bancadas na praia onde centenas de turistas se sentam à espera da chegada dos pinguins.
Em St Kilda, é uma experiência mais simples, gratuita, mas igualmente emocionante. Assim tínhamos a nossa oportunidade de tentar ir ver os pinguins depois de um dia de passeio na cidade, sem pôr em causa o resto dos planos.

Começámos por um passeio ao final da tarde por Brighton, uma zona de praia onde parte do areal está ocupado por estas casinhas de todas as cores.


Depois seguimos para St Kilda, encontrámos um sítio engraçado para jantar e esperámos pelas 20 horas. Ao pôr do sol agasalhámo-nos e caminhámos até ao pontão, seguindo outras pessoas que faziam o mesmo que nós.


Do outro lado tinha-se já juntado um pequeno grupo. E então esperámos...


E esperámos...


E de repente vemos uns movimentos na água lá ao fundo. E um burburinho entre as pessoas a comentar e a apontar para lá. E vimos chegar o primeiro.


Ao contrário do que pensávamos, eles não vêm todos juntos, vão chegando um ou dois de cada vez e são muito rápidos, por isso temos que estar bem atentos para não os perdermos. Tão depressa estavam lá ao fundo com a cabeça de fora de água, como mergulhavam e de repente já estavam mesmo à nossa frente, onde os víamos trepar as rochas e desaparecem para os ninhos por baixo do pontão.

Esta é a espécie de pinguins mais pequenos do mundo, com cerca de 30 cm de altura. A colónia em St Kilda é pequena, cerca de 100 pinguins, por isso não vimos assim tantos, talvez uns 15-20, mas foi muito giro ter a oportunidade de os ver tão perto, a saltitar para subir as rochas e de vez em quando a aparecer novamente lá pelo meio.


Os pinguins fazem os ninhos naquela zona e os adultos saem todas as manhãs para procurar comida e voltam ao pôr-do-sol para alimentar as crias. Embora não víssemos os bebés, que estavam protegidos nos ninhos entre as rochas, conseguíamos ouvi-los.



Apesar de este local não ser controlado como o de Phillip Island, haviam vários voluntários com lanternas vermelhas a ajudar os turistas a encontrar os pinguins e a zelar pelo seu bem-estar.


Eu que pensava que não havia animal mais giro para ver do que os koalas, afinal surpreendi-me com os pinguins. É realmente uma sensação indescritível estar tão perto de animais que normalmente só vemos na televisão. Mais uma experiência que não me importava nada de repetir.

Melbourne Highlights V



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Koalas!

A caminho do miradouro dos 12 Apóstolos pela Great Ocean Road, há um local conhecido por ter muitos koalas e nós assim que soubemos disto decidimos que íamos ter que passar por lá.

Não havia grandes indicações, por isso ainda bem que tinha levado comigo as instruções que alguém tinha deixado num fórum que tinha visto na Internet.
"Sair da Great Ocean Road em Kenett River, virar imediatamente numa estradinha à esquerda (Grey River Road) e seguir 1 ou 2 kilómetros até começar a ver koalas nas árvores."
Assim fizemos e seguimos a tal estradinha sempre de olho nas árvores à procura deles. De repente vemos um carro encostado e turistas de máquina fotográfica na mão. Estávamos no sítio certo!


Verdade seja dita, estes bichos são difíceis de encontrar, já que os eucaliptos são muito altos e eles estão lá no alto parados, umas bolinhas de pêlo que quase não se mexem e facilmente passam despercebidos.

Mas depois de vermos o primeiro ganhámos prática e já conseguíamos encontrar outros mais facilmente. E são mesmo aquilo que esperávamos: uns bichos fofos e pachorrentos. Estavam quase todos a dormir, tirando um ou dois que vimos a comer. E é tão diferente vê-los no seu habitat natural!




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