Sydney Opera House

Sydney Opera House

O dia em que Sydney parou



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Era apenas uma segunda feira normal, o centro da cidade com a habitual azáfama da manhã, muita gente na rua a caminho do trabalho ou das lojas. Em Martin Place, uma das zonas mais movimentadas do CBD era um dia normal para o staff e clientes do Lindt Cafe.
Até que, às 9:45 de uma segunda-feira normal, um indivíduo armado entra no café e inicia o que seria um dos dias mais longos e terríveis para quem lá estava, e de angústia para todo o país. Staff e clientes tornam-se reféns. 17 pessoas.

Uma bandeira islâmica aparece na janela. Fala-se em terrorismo e instala-se o pânico.
Na tv passam imagens em directo do local, muita especulação entre os jornalistas e comentadores, aparecem pacotes suspeitos em vários locais da cidade e possíveis ameaças de bomba.
A força policial cerca o local rapidamente, evacua-se grande parte do centro da cidade, os edifícios mais perto em lock-down até haver condições de deixar sair as pessoas em segurança.

Imagem daqui
Imagem daqui
O sequestro durou mais de 16 horas e infelizmente teve um final trágico. Além do criminoso, 2 inocentes perderam a vida naquela madrugada.
Ainda não se sabe ao certo o que motivou este ataque, já não se fala em terrorismo mas antes num acto isolado. Sabe-se agora que o autor do sequestro já tinha sido condenado por outros crimes na Austrália, era claramente um indivíduo perturbado e violento.

No dia seguinte, uma cidade ainda em choque tenta voltar à normalidade. Martin Place encheu-se de flores como forma de homenagem e respeito pelas vítimas.

Imagem daqui
Infelizmente ainda há muito preconceito e ignorância na Austrália (ainda que em minoria) e temem-se represálias contra a comunidade muçulmana após este incidente. No meio da tragédia surgiu uma campanha de solidariedade para com quem possa sentir-se intimidado devido às suas crenças religiosas no rescaldo da situação.
O hashtag #illridewithyou tornou-se viral, quando vários Australianos se ofereceram para acompanhar muçulmanos que tenham receio de andar nos transportes públicos sozinhos, e mostra que coisas boas podem surgir de situações horríveis.
Afinal a Austrália é um país de muitas culturas que na grande maioria se respeitam e vivem lado a lado de forma pacífica.

8 ou 80



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Uma das coisas que mais confusão nos fez quando viemos para cá foi a diferença nos horários das lojas e serviços. As lojas em geral fecham às 17h, alguns centros comerciais esticam até às 18h ou 19h e as 5ªs são Shopping Night,  o único dia onde se consegue ir a uma loja até às 21h (é a loucura!).

Lembro-me por exemplo daquela vez em que fomos ao cinema a seguir ao jantar e nos deparámos com um centro comercial deserto, sem um único sítio aberto para fazer tempo até à hora do filme. Nem sequer um café aberto! Aliás, os cafés em geral também fecham a meio da tarde, o que impossibilita aquela coisa de se combinar um cafezinho a seguir ao jantar. Aqui combina-se copos no pub, não há cafezinhos para ninguém!

Outra vez batemos com o nariz na porta do supermercado aqui da zona, um dia que fomos ao fim da tarde. Era Domingo e tinham fechado às 16h. Tivemos que ir ao da concorrência que fechava às 19h. Nunca mais deixámos as compras de Domingo para a última hora...

Com o tempo e as mudanças nas nossas rotinas habituámo-nos, até porque os dias aqui começam bem cedo e realmente não sobra muito tempo para sair durante a semana.

Mas depois vem o Natal e as lojas têm autorização para estarem abertas 24 horas. Vi ontem no telejornal que há centros comerciais que vão estar a funcionar em pleno vinte e quatro horas por dia até ao Natal. Sim, porque deve haver muita gente a ir comprar os presentes às 3 da manhã!
Ele há com cada uma...

One year wiser



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Chegou Novembro e com ele o meu aniversário. O dia esteve cinzento e com alguma chuva, para me lembrar de como era fazer anos em Novembro em Portugal.
O ponto alto do dia foi o jantar no Jamie's Italian, o restaurante do Jamie Oliver aqui em Sydney. Sabendo que há muito que eu lá queria ir, uns queridos amigos resolveram oferecer-me o jantar. Foi assim uma espécie de 2 em 1, para comemorar o meu aniversário e o aniversário de casamento deles.

O restaurante é bastante concorrido, por isso não deu para marcar mesa, mas como têm sempre uns lugares para quem não faz reserva, foi só aparecer e esperar que vagasse uma mesa para nós.
Como estava um bocadinho demorado, começámos por umas bebidas e polenta chips no bar da entrada, para enganar a fome enquanto esperávamos. Uma delícia!


Já na mesa, foi difícil escolher. O menu era bastante variado e tudo parecia delicioso.


Como é um restaurante italiano e sabendo que todas as massas são feitas no restaurante diariamente, tive que escolher um prato de massa. Já ele foi para a carne, que também não desiludiu. Claro que aproveitámos para meter o garfo no prato uns dos outros, e assim experimentar vários sabores do menu.

Honeycomb Cannelloni Three Ways
Grilled Free Range Pork Chop
Epic Brownie
A cozinha vista do andar de cima, aqui já a arrumar depois da azáfama do jantar.
O restaurante é muito giro, os empregados simpáticos e atenciosos e o ambiente acolhedor. A comida, tal como esperávamos, estava divinal. Sem dúvida uma experiência a repetir. 
Obrigada amigos, pelo maravilhoso jantar e boa companhia!

Imprevistos



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Este ano a viagem a Portugal em pleno mês de Agosto ia mexer com o nosso bolso e a compra de viagens a um preço aceitável parecia uma tarefa impossível.
Houve muita pesquisa, muitas semanas a comparar preços e datas e estávamos quase a adiar a partida para Setembro, e a aceitar que não íamos conseguir estar num primeiro aniversário onde a nossa presença era muito requisitada.
Depois tivemos a ideia brilhante de estudar diferentes itinerários, após uma conversa com um primo dele que já tem feito a viagem em partes separadas várias vezes.
Assim, num fim de semana de chuva passámos o dia de computador e telemóvel em punho, testando várias combinações possíveis, cada a um a pesquisar uma parte do percurso. Correu bem e encontrámos um preço total bem mais simpático viajando em 2 companhias diferentes. No final desse fim de semana tínhamos as viagens compradas para meio de Agosto.

A viagem para lá correu bem e nós todos satisfeitos com a poupança, mas para cá…tivemos um “pequeno” imprevisto que nos deixou a jurar para nunca mais.

Dois dias antes da data de regresso recebemos a notícia de que a primeira parte do nosso percurso tinha sido cancelado, pois havia greve dos pilotos da AirFrance. Lembro-me de ter ficado com um sorriso de orelha a orelha quando recebi o sms do voo cancelado, porque não me apetecia nada ir embora. Mas com a chatice dos dias seguintes para conseguir falar com alguém, a incerteza até termos uma nova data, o não saber se fazia ou desfazia as malas e a preocupação porque tínhamos um voo a seguir noutra companhia para apanhar, depressa o sorriso desapareceu.
A greve acabou por durar 2 semanas(!) e depois de muito stress lá nos mudaram para a KLM para conseguirmos vir embora, que por muito que nos soubesse bem prolongar as férias, não podíamos ficar indefinidamente à espera que os sindicatos se entendessem. Voltámos na data disponível seguinte, 5 dias depois do previsto. Com isto tivemos que alterar o outro voo, pagando uma taxa de alteração + a diferença para o preço actual (basicamente acabámos por pagar essa viagem outra vez). E é aqui que entra o tão importante seguro de viagem. Estávamos relativamente descansados porque sabíamos que podíamos accionar o seguro assim que voltássemos à Austrália, mas ainda assim custou um bocadinho ter que assumir aquela despesa logo à partida, além do stress adicional que o facto de trazermos esse assunto para resolver nos causou.

No fim tudo acabou bem. A alteração da viagem da Air France para a KLM fez com que apanhássemos uma looonga escala em Amsterdão. Vimos a coisa pelo lado positivo e fomos passear por umas horas :)



Depois em Kuala Lumpur marcámos a viagem para a manhã seguinte, em vez das 23h como estava previsto e ficámos a dormir num hotel junto ao aeroporto. Ainda pensámos em ir dar uma voltinha mas não tínhamos assim tanto tempo e vínhamos mesmo cansados, por isso a piscina ao final do dia e o restaurante do hotel souberam-nos pela vida (vamos ignorar o facto de eu só ter dado um mergulho rápido às escondidas do empregado da piscina, porque aparentemente o bikini não era um traje adequado).



Dormir numa cama nessa noite, já mais perto do fuso horário de cá, foi remédio santo para o jetlag!

Chegados à Austrália foi hora de apertar com a Air France para receber a compensação devida e accionar o seguro de viagem. Com calma a situação está praticamente resolvida e teremos em breve o dinheiro de volta na conta. Uff!

Moral da história: Distribuir a viagem por várias companhias pode sair mais barato sim, mas não é aconselhado a pessoas stressadinhas. Sei que a greve foi uma situação pontual, que se não a tivéssemos apanhado não tínhamos razão de queixa e que no fim tudo se resolveu, mas ainda assim não sei se me apetece repetir a experiência...

Felicidade é



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... apanhar os primeiros passos da sobrinha durante uma sessão de skype 


(e saudade também)

Casamentos na Austrália



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Este fim de semana houve casamento. Mais um dos primos australianos que deu o nó. Para nós, além da emoção e felicidade de partilhar estes momentos, é sempre interessante comparar as tradições e as variantes culturais deste tipo de eventos.

Este casal é muito especial, são ambos muito divertidos e com um estilo único, daí que eu já calculasse que este não fosse um casamento tradicional.
A noiva estava linda, muito elegante num vestido com um toque vintage. As damas de honor em vestidos compridos azul escuro com detalhes dourados, bem diferentes dos vestidos curtos em tons pastel habituais, complementavam a noiva na perfeição.

Fotos - TakenByTim
O noivo e respectivos padrinhos não lhes ficaram atrás, todos em tons de azul com detalhes bordeaux. Achei o máximo o pormenor dos relógios de bolso. Tinha tudo a ver com o tema!

Fotos - TakenByTim
A cerimónia foi numa pequena igreja em The Rocks e ambos chegaram a pé, pois tinham estado a arranjar-se numa casa lá perto. A igreja estava cheia de amigos e muita família (acho que nunca conheci uma família tão grande e tão unida como a dele). A cerimónia foi simples e muito bonita, com conselhos modernos do padre, textos lidos pela mãe do noivo e cunhada, a troca das alianças e terminou com a cerimónia da vela: os pais entregam uma vela a cada um dos noivos para que eles acendam uma vela comum, em representação da união das duas famílias.
Já casados, eles saíram radiantes e felizes, cumprimentaram cada um dos convidados à saída da igreja e tiraram umas fotos rápidas com a família. Depois...nada.

Exacto, depois da cerimónia havia um intervalo em que os noivos iam tirar fotos com as damas e padrinhos. O copo d'água era noutro local dali a 2 horas e os convidados, depois de dispensados pelo fotógrafo, ficaram todos ali sem saber bem para onde ir. Acabámos por nos separar em vários grupos, nós fomos para um bar ali perto fazer tempo. (Oi?)

Às 18 horas apanhámos um taxi e seguimos para o copo d'água, num restaurante no Jardim Botânico. Na nossa mesa, que reunia os primos tugas emigrantes, discutia-se a ementa - será que iam servir as várias entradas e pratos descritos ou seria intercalado como no outro casamento a que tínhamos ido? Serviram os pratos alternadamente por cada convidado, pois claro. A comida era em estilo gourmet, tal como no outro casamento: um prato enorme com uma coisita no meio. Estava uma delícia, mas muito diferente da quantidade de comida a que estamos habituados nos casamentos em Portugal (onde também chega a ser um exagero).

Durante o jantar houve discursos dos pais e dos padrinhos. Histórias da infância dos noivos, muitas piadas e um ou outro momento lamechas.
Cortou-se o bolo mas só para a fotografia porque na realidade ninguém o comeu. (Oi?) Abriram a pista de dança ainda antes da sobremesa, tal como no outro casamento. Um bocadinho estranho, porque depois foi ver os convidados a voltar para as mesas assim que se apercebiam que já lá tinham outro prato.
Havia uma mesa com fotos dos casamentos dos pais e avós dos noivos e o guestbook era um álbum onde cada convidado colava uma foto polaroid e deixava uma mensagem. Muito giro e tudo a ver com eles!
No final foram distribuidas as lembranças: uma caixinha com um pastel de nata. E em menos de nada eram 23h e acabava-se a festa com a despedida dos noivos. Ohh!

Primavera na Australia



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Depois de um fim de semana de sol e bom tempo, com máximas de 25 graus e malta já a rumar às praias, não esperávamos esta reviravolta.
De um momento para o outro o céu azul deu lugar a uma enorme nuvem cinzenta, ventos fortes, trovoada e chuva torrencial. Apenas uma pouco habitual tempestade de Primavera, como diziam nas notícias, nada de grave...

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Houve raios a atingir o Centre Point...

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Estradas, túneis e estações de comboio inundadas...

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Água dentro do aeroporto (que entretanto foi encerrado)...

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E neve nas Blue Mountains, que apesar de ter ficado digno de um postal de Natal não é um cenário adequado a esta altura do ano.

Enfim, o imprevisível tempo australiano volta a atacar. Se calhar temos uma vaga de calor e fogos florestais daqui a uma semana, who knows...
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